segunda-feira, 21 setembro 2026
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Redes têm 15 dias para explicar canais contra violência à mulher

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Plataformas vão informar canais de denúncia de violência contra mulher

O governo federal acionou as principais plataformas digitais do país com o objetivo de mapear e aprimorar as ferramentas de combate aos crimes de gênero na internet. As empresas receberam uma solicitação para apresentar, em um prazo sugerido de 15 dias, o funcionamento de seus mecanismos internos voltados a denúncias de violência contra a mulher no meio virtual.

Integração para qualificar o Ligue 180

A iniciativa conjunta envolveu secretarias ligadas à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e ao Ministério das Mulheres. O foco principal é colher subsídios técnicos para que a central telefônica do Ligue 180 possa prestar orientações mais assertivas e práticas às vítimas sobre como agir perante cada provedor de aplicação.

Ao compreender detalhadamente o passo a passo exigido pelos sistemas de moderação das empresas, a rede pública de suporte pretende guiar as usuárias com maior rapidez, diminuindo a revitimização e garantindo a devida assistência jurídica e psicológica.

Exigências sobre conteúdo íntimo e inteligência artificial

Entre os pontos centrais do documento enviado às empresas, destaca-se o fluxo de resposta contra o vazamento e a disseminação não autorizada de imagens ou vídeos íntimos, em conformidade com o Marco Civil da Internet e com o Decreto 12.976/2026.

Critérios avaliados pelo Executivo

O poder público quer esclarecimentos sobre aspectos operacionais específicos das redes sociais, tais como:

– O tempo médio decorrido entre o registro e a análise da denúncia;

– A emissão de comprovantes de recebimento do pedido;

– Ferramentas para acompanhamento do status do chamado;

– Tecnologias aplicadas para impedir que mídias removidas voltem a circular;

– A extensão desses protocolos a montagens produzidas por inteligência artificial (deepfakes).

Combate ao assédio e violência política

O ofício também estende a averiguação para outras condutas abusivas no ambiente virtual, como episódios de assédio sistemático e casos de violência política de gênero. Para facilitar o diálogo contínuo entre o Estado e os serviços digitais, foi requisitada ainda a indicação de um representante institucional fixo de cada companhia no Brasil.

A ofensiva governamental adota caráter cooperativo e visa estruturar um ecossistema digital mais seguro para a população feminina, alinhando as diretrizes das empresas aos marcos regulatórios mais recentes de proteção aos direitos humanos no país.

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