terça-feira, 22 setembro 2026
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Presidenciáveis debatem STF, segurança e corrupção em campanhas

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Veja como foi o fim de semana dos candidatos a presidente

O fim de semana de campanha eleitoral foi marcado por agendas intensas, troca de acusações e discussões centradas no Supremo Tribunal Federal (STF), no combate à criminalidade e em escândalos financeiros. Os postulantes ao Palácio do Planalto dividiram os últimos dias entre atos de rua, compromissos partidários e eventos digitais para ampliar o diálogo com o eleitorado.

Embates sobre investigações e segurança pública

No sábado (12), em Curitiba, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas a vazamentos processuais com motivações eleitorais e comemorou a retirada do sigilo sobre apurações ligadas ao Banco Master. O petista declarou que o processo deve ficar transparente para que a população identifique irregularidades e associou empresas de Flávio Bolsonaro (PL) a investigados por desvios na Previdência. Lula também ressaltou ações federais contra fraudes no INSS, afirmando que a operação recuperou R$ 6 bilhões em bens e já restituiu R$ 3,5 bilhões aos beneficiários. No domingo (13), o presidente concentrou sua participação em um encontro virtual com apoiadores no encerramento do “Dia 13 com Lula”.

Em paralelo, Flávio Bolsonaro cumpriu roteiro por municípios fluminenses no sábado, incluindo Cabo Frio, Magé, Itaperuna e Campos dos Goytacazes. O senador enfatizou a pauta da segurança pública e defendeu a punição severa de jovens infratores, redução da maioridade penal em casos específicos e habilitação para dirigir a partir dos 16 anos. Ele também sustentou o abrandamento de normas ambientais para atração de investimentos privados, a castração química para estupradores, anistia aos réus do 8 de janeiro e a indicação de juízes de perfil conservador ao STF. Os atos do candidato previstos para o interior paulista no domingo foram suspensos devido ao mau tempo na região.

Discurso contra a polarização e plano econômico

Adotando postura distante dos polos tradicionais, Augusto Cury (Avante) esteve na capital paulista e em Barueri. No domingo, em visita ao Mercado Municipal usando vestimenta com a frase “Nem Picanha, nem fuzil”, o médico psiquiatra classificou o cenário político nacional como um “manicômio” e se colocou como uma via de transição. Cury centrou seus discursos no alívio de dívidas familiares e também teceu críticas aos episódios recentes do STF, finalizando a rodada com gravações para a propaganda eleitoral e evento juvenil em Interlagos.

Alta hospitalar e rotina dos demais concorrentes

O governador de Goiás e candidato Ronaldo Caiado (PSD) recebeu alta médica neste domingo do Hospital Vila Nova Star, na capital paulista, após três dias internado para tratar um quadro de pneumonia.

Entre os demais nomes na disputa, Hertz Dias (PSTU) concedeu entrevista a uma emissora de rádio e panfletou em Jaboatão dos Guararapes (PE) no sábado, sem compromissos no domingo. Já Wilson Grassi (Democrata) dedicou o último dia da semana a reuniões de estratégia e planejamento em São Paulo.

Os candidatos Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP) não divulgaram compromissos oficiais abertos durante o fim de semana.

Com o avanço do calendário eleitoral, os presidenciáveis tendem a intensificar as agendas de rua e a presença midiática para consolidar alianças e atrair os indecisos nos principais colégios eleitorais do país.

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