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Mais de 560 mil urnas são preparadas para o primeiro turno

4 de outubro, 2026

Na reta final para a realização do primeiro turno, os Tribunais Regionais Eleitorais mobilizaram um amplo esquema operacional para posicionar mais de 560 mil urnas eletrônicas em todo o país. Os aparelhos foram entregues aos colégios eleitorais neste sábado (3), véspera do pleito, onde permanecem sob escolta e vigilância policial. A logística abrange cerca de 499 mil seções de votação ativas, além de uma reserva estratégica de quase 65 mil equipamentos prontos para eventuais substituições.

Logística e mobilização nos locais de votação

Para assegurar que todos os locais estejam prontos a tempo, a Justiça Eleitoral estabeleceu cooperações com diferentes órgãos do poder público. No Rio de Janeiro, por exemplo, veículos do transporte escolar foram utilizados no transporte dos equipamentos, contando com o suporte operacional de funcionários da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb).

Dentro das instituições de ensino e demais pontos receptores, equipes de servidores e mesários voluntários atuaram na reorganização dos espaços físicos. As atividades incluíram a demarcação das filas, posicionamento das cabines e a fixação de informativos e sinalizações para orientar os eleitores.

Emissão da zerésima comprova ausência de votos

No campo da segurança tecnológica, foram realizadas as cerimônias de emissão da zerésima do Sistema de Gerenciamento da Totalização nos estados, repetindo a rotina conduzida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse relatório oficial atesta formalmente que não existe nenhum voto registrado previamente nos bancos de dados de apuração.

O mesmo procedimento será realizado nas próprias urnas antes do início da votação no domingo. Os mesários imprimirão a zerésima de cada terminal para confirmar que a memória da máquina está zerada, garantindo que a contagem final reflita exclusivamente a escolha manifestada nas urnas.

Testes de integridade e auditorias públicas

Para reforçar a transparência, os tribunais realizaram o sorteio das urnas que passam por auditorias monitoradas. Algumas unidades são submetidas a testes de autenticidade diretamente nas seções, procedimento em que juízes eleitorais atestam se os softwares em execução são rigorosamente os mesmos homologados e assinados digitalmente pelo TSE.

Outro lote de equipamentos foi direcionado ao teste de integridade, realizado em ambientes com livre acesso ao público, a exemplo do Tribunal de Justiça e da Fundação Getulio Vargas (FGV), no território fluminense. Nesse exercício, fiscais depositam cédulas de papel preenchidas em uma urna convencional e replicam exatamente os mesmos votos na urna eletrônica, confrontando os resultados em seguida.

O presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, ressaltou que essas etapas oferecem comprovação transparente de que cada manifestação nas urnas é preservada. Segundo o magistrado, o processo eleitoral tem início muito antes da confirmação do voto na tela, envolvendo mecanismos contínuos de auditoria, carga, lacração e fiscalização que sustentam a confiabilidade de todo o sistema.