AGU monta força-tarefa após incêndio milionário na UFPE

Para acelerar a recuperação da infraestrutura acadêmica e assegurar a continuidade dos projetos científicos, a Advocacia-Geral da União (AGU) instituiu uma frente de trabalho jurídica dedicada a prestar assistência à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A medida emergencial responde à destruição provocada pelas chamas que consumiram um edifício do campus universitário na última quarta-feira (7).
Atuação jurídica célere e busca por ressarcimento
O grupo especial terá como foco prestar consultoria rápida voltada a conter perdas, restabelecer ambientes de pesquisa e preservar as atividades de ciência, tecnologia e inovação. Além do suporte institucional, a equipe trabalhará em conjunto com as autoridades policiais na apuração criminal do caso, catalogando cada item danificado para cobrar judicialmente eventuais culpados e ressarcir os cofres públicos.
A coordenação dos trabalhos ficará a cargo do gabinete da Procuradoria-Geral Federal. A força-tarefa reúne especialistas da Procuradoria Federal que atua diretamente junto à UFPE e integrantes das subprocuradorias federais responsáveis pelas áreas de Consultoria Jurídica, Contencioso e Cobrança e Recuperação de Créditos.
Prejuízo de R$ 100 milhões e perdas científicas históricas
Segundo estimativas preliminares do reitor da instituição, Alfredo Gomes, o estrago financeiro deixado pelo fogo gira em torno de R$ 100 milhões. O local atingido abrigava estruturas essenciais para a comunidade acadêmica, incluindo laboratórios voltados aos setores de genética, desenvolvimento de fármacos e tecnologia da informação, além de espaços vinculados à faculdade de educação física.
O impacto mais severo recai sobre a produção acadêmica: o prédio armazenava arquivos e registros correspondentes a cerca de 20 anos de pesquisas científicas desenvolvidas pela universidade.
Investigações e planos para novo edifício
Diante do cenário de devastação, a Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito formal para apontar a origem e os possíveis responsáveis pela tragédia. Em paralelo às investigações, o Ministério da Educação (MEC) já confirmou que erguerá um novo prédio para restabelecer os laboratórios e normalizar as atividades de docentes e estudantes no campus.

