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Brasil terá temporais de 100 mm e calor de 40°C nesta semana

11 de outubro, 2026

O cenário meteorológico no Brasil entre os dias 12 e 16 de outubro será marcado por contrastes térmicos expressivos e disparidades no regime de precipitação. Enquanto volumes expressivos de água devem ultrapassar os 100 milímetros em faixas do Centro-Sul, diversas localidades do Centro-Oeste, Norte e Nordeste enfrentarão marcas que alcançam ou superam os 40°C.

Alerta de temporais volumosos no Sul

A combinação de um centro de baixa pressão localizado sobre o Paraguai com a atuação do Jato de Baixos Níveis (JBN) intensifica o transporte de calor e umidade em direção à Região Sul. O quadro favorece a formação constante de instabilidades severas no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Os maiores acumulados de precipitação, projetados acima dos 100 milímetros, concentram-se no oeste paranaense, no oeste catarinense e em setores do norte e leste gaúchos. Esse excesso hídrico gera preocupação para o setor agrícola, pois encharca os solos e trava o andamento das lavouras, além de elevar o perigo de enchentes, deslizamentos e cheias de pequenos rios. Em contrapartida, as temperaturas mínimas continuam amenas nas áreas de baixada, variando de 10°C a 12°C, sem risco de geada.

Sudeste divide-se entre chuva forte e calor intenso

O deslocamento de uma frente fria pela faixa litorânea de São Paulo e do Rio de Janeiro, somado a uma baixa pressão no oceano, espalha nebulosidade sobre a região. O estado paulista deve receber acumulados superiores a 100 milímetros, atingindo a capital, a faixa litorânea e o interior, o que também tende a paralisar atividades rurais.

Em Minas Gerais, as precipitações mais expressivas ocorrem no Sul de Minas e no Triângulo Mineiro, com índices entre 40 e 50 milímetros, auxiliando a retenção de umidade na terra. Já a Grande Belo Horizonte, a Zona da Mata, o Rio de Janeiro e o sul do Espírito Santo devem registrar acumulados mais modestos, entre 15 e 20 milímetros. Paralelamente, os termômetros podem bater 40°C no interior de São Paulo, no Triângulo e no centro-norte mineiro.

Centro-Oeste: risco de atraso no plantio e termômetros em alta

As instabilidades avançam pelos três estados do Centro-Oeste, sob forte influência da umidade vinda do Paraguai. Mato Grosso do Sul sentirá o impacto mais severo, com temporais concentrados no sul e oeste que podem ultrapassar a marca de 100 milímetros, cenário que ameaça paralisar o ritmo da semeadura da soja.

Em Goiás e Mato Grosso, a chuva ocorre de maneira mais isolada, com registros entre 20 e 30 milímetros nas porções sul e oeste mato-grossenses e no sudoeste goiano. Em paralelo à instabilidade, o calor predomina em todo o território, sustentando picos térmicos próximos a 40°C.

Nordeste sob ar seco e calor escaldante

O interior nordestino segue castigado pelo tempo seco e temperaturas extremas, que frequentemente superam 40°C no Maranhão, Piauí, Ceará e no sertão da Bahia. Em diversos municípios, a umidade relativa do ar cairá para marcas próximas ou abaixo de 20%, mantendo alto o risco de queimadas.

Pancadas costeiras pontuais ocorrem entre o litoral pernambucano e o sul baiano. A partir de quinta-feira, uma frente fria deve romper o bloqueio atmosférico e despejar de 15 a 20 milímetros no centro-sul da Bahia, além do sul do Piauí e do Maranhão, trazendo alívio momentâneo para as pastagens.

Instabilidades e calor no Norte do país

O aquecimento diurno associado ao vapor d’água estimula a formação de temporais no Acre, Amazonas, Rondônia e partes de Roraima, com volumes entre 20 e 30 milímetros inclusive no entorno de Manaus. Essas chuvas amenizam a estiagem no solo e freiam a propagação de focos de incêndio florestal.

Por outro lado, o Amapá e o centro-norte do Pará experimentam condições predominantemente secas e ensolaradas. Nessas áreas sem cobertura de nuvens, as máximas podem atingir ou ultrapassar os 40°C, repetindo o padrão de calor verificado no Tocantins, onde apenas o extremo sul do estado tem chance de pancadas isoladas.