PT vai à Justiça contra suspensão de canal, afirma Lula

O candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que sua legenda entrará com uma ação judicial para tentar reverter a suspensão do canal “Exército do Lula”. A ordem de bloqueio da plataforma foi determinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques.
Questionamentos sobre a atuação da Justiça Eleitoral
A declaração do presidenciável ocorreu momentos antes do início de um ato de campanha realizado na Avenida Paulista, em São Paulo. Em diálogo com jornalistas, Lula afirmou que a medida judicial do partido tem o objetivo de reequilibrar a disputa política e repudiou o que considerou uma ingerência inadequada na corrida eleitoral.
O petista também colocou sob suspeita a neutralidade dos últimos despachos que atingiram seus aliados. Ele relembrou que Nunes Marques ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020 por indicação de Jair Bolsonaro, cujo filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), figura no campo adversário da disputa.
Motivação da suspensão e reação da campanha
A determinação de retirar a rede do ar acolheu uma representação apresentada pela assessoria jurídica de Flávio Bolsonaro. A acusação indicava que o canal estaria espalhando boatos sobre o suposto encerramento de programas e benefícios sociais em um eventual governo do PL.
Defesa de André Janones
A ferramenta de comunicação foi idealizada e organizada pelo deputado André Janones (Rede-MG), um dos principais articuladores digitais de Lula. Ao responder às críticas, Janones enfatizou que o ambiente virtual não era utilizado para a divulgação de notícias, mas apenas para a mobilização de voluntários e estratégias de atuação para o segundo turno.
Com a iniciativa jurídica protocolada pela coligação, o Partido dos Trabalhadores pretende restabelecer o canal e garantir a continuidade das ações digitais de convencimento dos eleitores.

