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Boi gordo fecha semana com preços firmes e oferta enxuta

17 de outubro, 2026

O mercado físico da pecuária de corte encerrou a semana sustentando patamares elevados para a arroba do boi gordo em diversas praças brasileiras. O cenário foi marcado por correções positivas pontuais, com destaque para praças da Região Norte, enquanto praças estratégicas como São Paulo operaram com valores estabilizados, consolidando as recentes valorizações observadas nos últimos dias.

Escalas curtas e restrição de oferta sustentam cotações

A sustentação dos valores pagos ao pecuarista reflete diretamente o quadro de disponibilidade restrita de animais terminados para abate. Na maior parte das áreas produtoras, a programação dos frigoríficos atende entre cinco e seis dias úteis, um horizonte considerado curto e que mantém os compradores atuantes no mercado físico.

Essa pressão para preencher as escalas atinge com mais intensidade as indústrias frigoríficas de pequeno e médio porte, que necessitam negociar ativamente para garantir matéria-prima. Já os grandes grupos industriais apresentam um planejamento relativamente mais confortável, embora ainda monitorando o fluxo de entradas com atenção.

Médias estaduais da arroba bovina

Abaixo estão os valores médios registrados para o boi gordo nas principais praças de comercialização:

  • São Paulo: R$ 383,83 (frente a R$ 383,33 no dia anterior)
  • Minas Gerais: R$ 373,76 (frente a R$ 372,65 no dia anterior)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 372,52 (frente a R$ 372,27 no dia anterior)
  • Goiás: R$ 368,57 (frente a R$ 367,86 no dia anterior)
  • Mato Grosso: R$ 352,57 (frente a R$ 351,35 no dia anterior)

Comportamento do atacado e demanda interna

No segmento de carne bovina no atacado, as cotações fecharam o período sem oscilações, mantendo os patamares firmados no início do mês. Contudo, o varejo já sinaliza uma desaceleração no ritmo de pedidos, movimento característico da segunda quinzena, quando o poder de compra da população diminui com o distanciamento do pagamento dos salários.

A concorrência com proteínas substitutas, especialmente as carnes de frango e suína — que permanecem muito mais acessíveis —, também funciona como um teto para novas elevações na carne vermelha. No encerramento da semana, as cotações no atacado registraram:

  • Quarto traseiro: R$ 29,50 por quilo
  • Vaca casada: R$ 24,50 por quilo
  • Quarto dianteiro: R$ 22,00 por quilo
  • Ponta de agulha: R$ 20,50 por quilo

Desempenho da moeda norte-americana

No cenário macroeconômico, o dólar comercial encerrou o último pregão em queda de 0,30%, cotado a R$ 5,0727 para venda e R$ 5,0707 para compra, tendo atingido a máxima de R$ 5,0957 e a mínima de R$ 5,0677 ao longo do dia. Apesar do recuo diário, a moeda norte-americana acumulou valorização de 1,7% no balanço semanal, fator que segue influenciando a competitividade das exportações de carne brasileira.