Agronegócio emprega 28,4 milhões e bate recorde no país

O agronegócio nacional alcançou um patamar inédito no segundo trimestre de 2026 ao concentrar 28,4 milhões de pessoas ocupadas. O volume representa uma alta de 0,7% em relação ao mesmo período do ano anterior e se consolida como o maior contingente de trabalhadores para o intervalo desde o início dos registros históricos, em 2012.
Com essa dimensão, a cadeia produtiva rural passou a responder por aproximadamente 26% de toda a população ocupada no Brasil, o que equivale a um em cada quatro postos de trabalho no país. O avanço coincide com um momento favorável da economia brasileira, no qual o índice geral de desocupação recuou para 5,4%, o menor já apurado para o trimestre.
Produção no campo e agrosserviços lideram as contratações
O desempenho positivo foi puxado de maneira expressiva pelo segmento primário, diretamente ligado às atividades agropecuárias nas fazendas, que registrou ampliação de 2,7% no quadro de colaboradores na comparação anual.
Outro pilar decisivo foi o ramo de agrosserviços, que engloba transporte, logística e suporte comercial às safras, apresentando elevação de 1,1% na mão de obra empregada. Por outro lado, a expansão não ocorreu de forma homogênea em toda a cadeia: o setor de insumos amargou uma retração de 6,5%, enquanto a agroindústria teve recuo de 2,4% no número de ocupados.
Trabalho formal lidera e presença feminina ganha espaço
Em relação às categorias de trabalho, o emprego com carteira assinada segue como a principal modalidade do agronegócio. O modelo formal teve acréscimo de 0,5% e atingiu a marca de 9,88 milhões de profissionais, o que representa 34,8% de todos os ocupados do setor.
Outras posições profissionais também registraram crescimento no período:
- Empregadores: alta de 3,5%
- Trabalhadores por conta própria: avanço de 2,4%
- Trabalhadores familiares auxiliares: crescimento de 1,2%
- Empregados sem carteira assinada: queda de 1,7%
Qualificação e divisão por gênero
Além do aumento no total de vagas, a mão de obra do campo passa por transformações qualitativas, com contínua elevação nos níveis de escolaridade dos profissionais. Na divisão por gênero, o contingente de mulheres ocupadas subiu 0,7%, taxa ligeiramente superior ao avanço de 0,6% observado entre os homens.
O resultado expressivo de 28,4 milhões de postos reafirma a relevância estratégica do agronegócio como motor de geração de renda no país, conectando as atividades rurais a uma ampla rede de serviços e manufatura.

