Cruz Alta dá início oficial à colheita do trigo no Rio Grande do Sul

O município de Cruz Alta sediou nesta quinta-feira (22/10) a cerimônia oficial de abertura da colheita do trigo no Rio Grande do Sul. O evento reuniu lideranças do setor agropecuário e contou com a presença do secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, marcando o pontapé inicial em uma temporada desafiadora para os produtores gaúchos.
Importância de Cruz Alta na triticultura
A escolha da cidade para abrigar o evento principal reforça seu protagonismo na produção de cereais do estado. Dados referentes à área plantada colocam o município na segunda posição no ranking gaúcho de cultivo de trigo, ficando atrás apenas de Palmeira das Missões.
Durante o ato solene, o secretário Márcio Madalena ressaltou que a escolha do local homenageia o esforço dos agricultores locais. A prefeita Paula Rubin Librelotto também celebrou a força do setor primário para o desenvolvimento econômico da região e mencionou a expectativa de novos investimentos voltados à produção de biodiesel na cidade.
Projeções e números da safra
As estimativas divulgadas pela Emater/RS-Ascar apontam que o estado cultiva 763 mil hectares de trigo, com expectativa de colher uma média de 2.833 quilos por hectare. A produção total em território gaúcho deve alcançar cerca de 2,2 milhões de toneladas, um volume inferior ao registrado no ciclo anterior.
Em âmbito federal, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta que a safra brasileira do cereal alcance 5,73 milhões de toneladas, recuando em relação às 7,87 milhões de toneladas colhidas no ano passado, reflexo direto da diminuição na área destinada ao plantio e oscilações na produtividade.
Desafios climáticos e econômicos
As lavouras gaúchas enfrentam neste momento adversidades climáticas, marcadas por chuvas constantes e baixa incidência de radiação solar. Esse panorama afeta diretamente o ritmo de maturação dos grãos e exige maior rigor técnico no manejo para preservar a sanidade das plantas e a qualidade comercial da safra.
Além das intempéries do tempo, os agricultores continuam lidando com margens apertadas devido aos altos custos operacionais, acesso a crédito e oscilações nos preços de mercado, mantendo o cereal como uma das apostas mais estratégicas da economia agrícola do Rio Grande do Sul.

