Brasil detalha combate à doença de Newcastle no Paraguai

O governo brasileiro detalhou as ações de contenção adotadas após o registro de focos da doença de Newcastle em solo catarinense durante a 28ª Conferência Regional da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e a reunião do Conselho Agropecuário do Sul (CAS), realizadas em Assunção, no Paraguai.
Situação dos plantéis em Santa Catarina
O primeiro caso da enfermidade foi confirmado em 18 de outubro em uma granja comercial de perus, resultado de ações de vigilância ativa do serviço veterinário oficial. Ao todo, o estado catarinense contabiliza quatro ocorrências, sendo a mais recente identificada em 3 de dezembro em Nova Erechim, dentro do perímetro de segurança já mapeado.
Para conter o avanço do vírus, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou o bloqueio na circulação de aves e derivados, além do sacrifício sanitário dos animais afetados, higienização rigorosa dos galpões e intensificação da vigilância. As três primeiras granjas atingidas já finalizaram esses procedimentos e cumprem o período obrigatório de vazio sanitário.
Avanço na regionalização comercial
Durante os encontros internacionais, a delegação do país reforçou a importância da regionalização sanitária para evitar embargos generalizados às exportações nacionais. Nações como China, Japão, União Europeia, Reino Unido, Coreia do Sul e México já aceitaram parcialmente a medida, restringindo os bloqueios apenas ao território catarinense.
Países vizinhos como Argentina e Bolívia também limitaram as barreiras às zonas afetadas, enquanto Paraguai e Chile restringiram os embargos ao estado de Santa Catarina. As negociações com o Uruguai avançam para o mesmo entendimento, após o envio de novos laudos técnicos solicitados pelas autoridades uruguaias.
Debates estratégicos no Cone Sul
Além da crise sanitária na avicultura, a agenda do Conselho Agropecuário do Sul abordou a padronização de zonas de segurança, controle fronteiriço, escoamento de mercadorias pelo Corredor Bioceânico de Capricórnio, avanços biotecnológicos e a criação de um mecanismo de seguro regional contra intempéries climáticas. A comitiva nacional também aproveitou a passagem pela capital paraguaia para alinhar estratégias diplomáticas voltadas à proteção agropecuária.

