Dólar fecha a R$ 5,17 e bolsa sobe com alívio na inflação dos Estados Unidos

O dólar comercial encerrou o pregão cotado a R$ 5,174, registrando uma queda de 0,76% em um dia de alívio nos mercados globais. Com o resultado, a moeda americana acumulou um recuo de 0,15% ao longo do mês de setembro.
Impacto da inflação norte-americana nos mercados
O principal motor para o comportamento positivo dos ativos foi a divulgação de indicadores de inflação nos Estados Unidos abaixo das projeções dos analistas. O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE) subiu 0,2% em agosto, ficando abaixo da estimativa de alta de 0,3%. Já o PCE cheio avançou 0,3%, enquanto o mercado aguardava 0,4%.
Esses dados enfraqueceram as expectativas de novas elevações na taxa de juros pelo Federal Reserve, o que provocou a retração nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e impulsionou a procura por ativos de risco em diversos países emergentes.
Desempenho da bolsa brasileira
Seguindo o tom otimista do exterior, o Ibovespa fechou a sessão em alta de 1,37%, atingindo 186.340,46 pontos. No acumulado de setembro, a principal referência da bolsa brasileira registrou ganho de 5,03%, impulsionada principalmente por ações do setor bancário e empresas voltadas para o consumo doméstico.
O fluxo de capital externo também desempenhou um papel fundamental para a sustentação do mercado acionário brasileiro. Até o dia 28 de setembro, a B3 registrou uma entrada líquida de R$ 9,569 bilhões de investidores estrangeiros, ajudando a compensar a saída de recursos observada no mês anterior.
Cotação do petróleo e tensões geopolíticas
No mercado de commodities, os contratos futuros de petróleo fecharam em alta devido a preocupações persistentes com o cenário geopolítico no Oriente Médio e o monitoramento de rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz. O barril do tipo Brent para dezembro subiu 1,94%, cotado a US$ 98,03, enquanto o WTI avançou 1,16%, fechando a US$ 90,42.
Apesar do tom reservado diante das incertezas internacionais e de questões ligadas aos estoques de combustíveis nos Estados Unidos, o encerramento do mês consolidou um cenário de relativa acomodação cambial e valorização acumulada para os índices acionários brasileiros.

