Meta bloqueia anúncios de Lula no Facebook a dez dias das eleições

A dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, a Meta, suspendeu os anúncios vinculados ao perfil do candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Facebook. A medida ocorreu a exatos dez dias do primeiro turno das eleições.
H2 Reação da campanha e silêncio da empresa H3 Recurso imediato e normalização
A coordenação da campanha petista acionou um recurso jurídico contra a decisão da big tech, apontando falta de justificativa para a restrição. A situação da conta foi normalizada ainda no mesmo dia, embora os representantes do candidato sigam aguardando esclarecimentos oficiais sobre a falha.
Até o fechamento da apuração, a empresa estadunidense não havia apresentado nenhuma justificativa formal para o bloqueio repentino, mantendo-se em silêncio diante dos questionamentos da imprensa.
H2 Tensões políticas e geopolíticas H3 Repercussão entre aliados e o cenário internacional
O episódio acabou por inflamar o discurso de aliados do ex-presidente, que frequentemente acusam corporações sediadas nos Estados Unidos de adotarem posturas parciais e favoráveis aos opositores do Partido dos Trabalhadores.
O pano de fundo dessa relação envolve declarações recentes de Mark Zuckerberg, CEO da Meta. Em janeiro de 2025, logo após a posse de Donald Trump na Casa Branca, o executivo declarou publicamente que a companhia estaria alinhada ao novo governo norte-americano para combater legislações estrangeiras consideradas punitivas contra empresas dos EUA.
No centro desse debate está a discussão sobre a regulação das redes sociais no Brasil, tema defendido pelo atual governo federal. A iniciativa gera atritos constantes tanto com as gigantes da tecnologia quanto com a gestão de Donald Trump, ferrenha opositora de medidas governamentais que buscam impor limites e responsabilizações às plataformas digitais.

