Ministros do TSE se reúnem em caráter reservado após ordem de Zanin

Os integrantes do Tribunal Superior Eleitoral iniciaram uma reunião a portas fechadas para avaliar a ordem emitida pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a prorrogação da votação até as 19h em território nacional.
O impasse nas urnas eletrônicas
A determinação gerou um cenário de dúvidas logísticas sobre a viabilidade de estender o pleito, visto que o encerramento oficial havia ocorrido às 17h, momento em que diversas seções eleitorais já haviam encerrado os trabalhos e desligado os equipamentos.
Na capital federal, o Tribunal Regional Eleitoral comunicou que nenhuma instrução oficial sobre a medida havia sido repassada a tempo, confirmando que as urnas eletrônicas foram desativadas e não têm condições técnicas de serem religadas.
Motivação da medida judicial
A alteração no horário foi concedida após um pedido formalizado pela coligação do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, motivada por denúncias recorrentes sobre dificuldades e barreiras na circulação de ônibus e transporte público em vários municípios.
Ao avaliar o pedido, o magistrado apontou a gravidade da situação apresentada e estipulou o prolongamento do pleito por mais cento e vinte minutos, transferindo para a autoridade eleitoral máxima a responsabilidade pela execução imediata.
A liminar enfatiza a urgência diante dos fatos reportados à mais alta Corte do país, exigindo que o TSE viabilize o recebimento de sufrágios até as 19h, horário oficial de Brasília, em todas as zonas eleitorais do país.

