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MPF pede prisão de PM que matou estudante de medicina em SP

17 de outubro, 2026

O Ministério Público Federal (MPF) enviou um parecer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) defendendo a decretação da prisão preventiva do policial militar Guilherme Augusto Macedo. O agente responde criminalmente pelo homicídio de Marco Aurélio Cardenas Acosta, estudante de medicina de 22 anos que foi morto a tiros na capital paulista em novembro do ano passado.

Gravidade concreta e periculosidade do réu

No documento assinado pelo subprocurador-geral da República José Elaeres Marques Teixeira, o MPF destacou que as medidas cautelares alternativas em vigor são insuficientes para a garantia da ordem pública. O órgão sustentou que a jurisprudência do STJ autoriza a reclusão cautelar diante do modus operandi e das circunstâncias que revelam a periculosidade do acusado.

A manifestação enfatiza a desproporcionalidade da ação e o emprego ostensivo de uma arma institucional contra um cidadão que não oferecia resistência armada.

Dinâmica da perseguição e disparos no hotel

A fatalidade começou depois que o universitário deu um tapa no retrovisor de uma viatura, sem provocar qualquer dano material ao patrimônio público. A partir disso, o agente iniciou uma perseguição a pé contra o jovem, que buscou abrigo na recepção do hotel em que se hospedava. No local, Marco Aurélio foi alcançado por Macedo e pelo policial militar Bruno Carvalho do Prado.

Imagens gravadas pelas câmeras corporais dos próprios policiais comprovaram que a vítima estava sem camisa, desarmada e sem apresentar ameaça real à integridade física da equipe. Durante a abordagem, Prado deu um chute no estudante e se desequilibrou, caindo no piso. Imediatamente após a queda do colega, Macedo efetuou um disparo à queima-roupa contra o abdômen do jovem, que não resistiu aos ferimentos causados pelo tiro.

Julgamento de recurso pelo STJ

Com o posicionamento oficial emitido pela Procuradoria, caberá agora aos ministros do Superior Tribunal de Justiça analisar o recurso interposto e julgar se acolhem o pedido para decretar a prisão cautelar do policial réu.