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Nobel da Paz diz que Brasil deve liderar o futuro do agro global

17 de outubro, 2026

O agronegócio brasileiro alcançou uma posição de destaque no cenário internacional e reúne todas as condições necessárias para conduzir a transição ecológica global na produção de alimentos. A avaliação parte do cientista de solos indiano-americano Dr. Rattan Lal, laureado com o Prêmio Nobel da Paz em 2007, que sintetizou a responsabilidade do país em uma máxima categórica: se o Brasil assumir a liderança, as demais nações seguirão o mesmo caminho.

Três pilares fundamentais para o campo brasileiro

Ao analisar a evolução do setor produtivo rural, o pesquisador estruturou três diretrizes essenciais voltadas às lideranças do país. A primeira é o reconhecimento da trajetória percorrida nos últimos 50 anos, período em que o Brasil deixou a condição de importador para se consolidar como o principal exportador global de alimentos.

O segundo ponto enfatiza os desafios da sustentabilidade moderna. O setor precisa intensificar a lógica de produzir mais utilizando menos recursos, com redução expressiva no consumo de água e estrito respeito aos ecossistemas naturais.

Por fim, a terceira recomendação alinha a produção primária aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). O especialista defende o enfrentamento ativo da fome e da pobreza, o fortalecimento das ações climáticas e a valorização direta dos agricultores como guardiões ambientais, por meio de remuneração via créditos de carbono e pagamentos por serviços ambientais prestados.

Projeção de US$ 1 trilhão e superação de divisões

Diante desse cenário, projeções indicam que as cadeias produtivas do agronegócio nacional têm capacidade para dobrar de tamanho nos próximos 12 anos. O avanço pode levar o faturamento conjunto a superar a marca histórica de US$ 1 trilhão, gerando reflexos diretos no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Para concretizar essa expansão, no entanto, especialistas apontam a urgência de superar disputas ideológicas e polarizações políticas. O momento exige alinhamento e velocidade entre a iniciativa privada e as políticas públicas de Estado, integrando desde o cooperativismo e a agricultura familiar até as grandes agroindústrias e empresas de tecnologia de ponta.

Potencial bioenergético e a percepção da marca nacional

A força da produção de proteína animal, somada ao avanço das matrizes de biocombustíveis baseadas na integração de biomassa de milho e cana-de-açúcar, posiciona o país na vanguarda da transição energética. Destaca-se também a cadeia de biogás e seus derivados, ativos estratégicos para a descarbonização.

Esse potencial técnico é referendado pela própria identidade brasileira no exterior. Estudos de percepção internacional identificam quatro elementos centrais associados ao Brasil: natureza, povo acolhedor, turismo e agronegócio. Reunindo essa diversidade social e uma das maiores biodiversidades do planeta, o país detém as ferramentas práticas para garantir a segurança alimentar sem abrir mão da preservação da Terra.