Onda de calor atinge quatro estados com marcas de até 39 °C

Uma sequência de dias atipicamente quentes promete elevar os termômetros muito acima da média histórica entre o sábado (24) e a quarta-feira (28). O fenômeno atinge diretamente sete cidades distribuídas por quatro estados: Minas Gerais, Santa Catarina, Bahia e Roraima, com valores que podem alcançar até 39 °C e permanecer elevados por pelo menos três dias consecutivos.
Pico de calor em Minas Gerais
O registro mais alto de temperatura está previsto para João Pinheiro, no noroeste de Minas Gerais. O município deve marcar 39 °C no domingo (25), patamar que supera em 8,6 °C a normal climatológica das máximas locais, fixada em 30,4 °C. Esse patamar térmico expressivo deve se repetir ao longo de três dias seguidos.
Maior desvio térmico ocorre em Santa Catarina
Embora a temperatura absoluta não seja a mais alta da lista, a cidade catarinense de Braço do Norte apresenta a anomalia mais severa do período. No sábado (24), os termômetros locais devem bater 29 °C, representando um expressivo desvio de 10,2 °C em relação à média climatológica de 18,8 °C.
No Nordeste, o calor também ganha destaque na Bahia. Em Itapetinga, a projeção para segunda-feira (26) aponta máxima de 33 °C, valor 5,5 °C superior ao padrão habitual de 27,5 °C.
Concentração de altas temperaturas em Roraima
O estado de Roraima concentra o maior número de localidades impactadas, somando quatro municípios em alerta para a persistência do calor intenso:
- Pacaraima: previsão de 33 °C no sábado (24), ficando 5 °C acima da média histórica de 28 °C;
- Caroebe e São João da Baliza: ambas as cidades devem alcançar 36 °C na terça-feira (27), superando em 5,5 °C o patamar regular de 30,5 °C;
- Normandia: deve registrar 38 °C na quarta-feira (28), marcando uma diferença de 5,7 °C sobre a normal de 32,3 °C.
Impactos operacionais e rurais
A permanência de temperaturas elevadas por vários dias seguidos requer atenção redobrada, especialmente no meio rural. O calor contínuo eleva consideravelmente a demanda por recursos hídricos, traz sérios riscos de estresse térmico para animais de criação e pode comprometer o pleno desenvolvimento vegetativo das lavouras nas regiões afetadas.

