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Operação em MT aplica R$ 86,8 milhões em multas ambientais

18 de outubro, 2026

Uma grande ofensiva contra crimes ambientais no noroeste de Mato Grosso resultou na aplicação de R$ 86,8 milhões em multas e na fiscalização de 10.397,08 hectares de terras. Conduzida ao longo de 13 dias nos municípios de Aripuanã e Colniza, a Operação Abafa Amazônia II teve como foco central conter o avanço do desmatamento clandestino, queimadas não autorizadas e invasões de áreas protegidas.

Monitoramento por satélite direcionou as equipes

A estratégia das vistorias baseou-se em ferramentas de geomonitoramento e relatórios de inteligência. Alertas emitidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registraram uma expressiva concentração de focos de calor na região noroeste, o que orientou os pontos exatos de intervenção terrestre e aérea.

Para cobrir terrenos de difícil acesso, helicópteros do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) transportaram os agentes e executaram sobrevoos de reconhecimento para localizar clareiras recentes e focos ativos de queimada. A força-tarefa reuniu integrantes do Corpo de Bombeiros Militar, da Polícia Militar de Proteção Ambiental, da Delegacia Especializada do Meio Ambiente, da Perícia Oficial e Identificação Técnica, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e da Força Nacional de Segurança Pública.

Flagrantes de invasão e apreensão de armamento

Além da degradação da vegetação nativa, os agentes de segurança flagraram ocupações ilegais em áreas que já estavam sob embargo governamental. Em Colniza, uma cabana recém-levantada continha utensílios domésticos ainda aquecidos e um aparelho celular, indicando fuga imediata com a aproximação das viaturas. No imóvel improvisado, foi recolhida uma garrucha de calibre .22 com cano duplo e dez cartuchos escondidos sob a cama.

Outras apreensões no perímetro florestal

Durante as diligências no território de Aripuanã, foram localizadas mais duas armas: uma espingarda calibre .32 e outra de calibre .20. Ao todo, três armas de fogo saíram de circulação nas frentes de fiscalização.

Valores aplicados e trâmite das autuações

O montante de R$ 86,8 milhões refere-se a autos de infração lavrados pelos órgãos competentes como medida de sanção e repressão administrativa. Esse valor depende da conclusão dos processos legais para eventual cobrança, não configurando arrecadação imediata aos cofres públicos. Os procedimentos apuram individualmente os responsáveis pelos danos florestais identificados.

Restrições ao uso do fogo e canais de denúncia

As fiscalizações ganham peso extra devido ao período proibitivo do fogo em Mato Grosso, que vigora de 1º de julho até 30 de novembro nas zonas rurais para fins de limpeza e manejo do solo. Nos perímetros urbanos, a restrição a queimadas estende-se por todo o ano devido aos graves riscos à saúde coletiva e à fauna.

Incêndios florestais e irregularidades podem ser informados pela população aos telefones de emergência 193 (Corpo de Bombeiros) ou 190 (Polícia Militar), sendo fundamental indicar pontos de referência para facilitar o deslocamento das patrulhas.