quarta-feira, 04 de novembro de 2026 Informação com credibilidade
PORTAL V7
Notícias de Sinop, Mato Grosso e Brasil
Publicidade
ÚLTIMA HORA
Geral

Preço das carnes sobe em outubro e frango fica mais vantajoso

16 de outubro, 2026

O consumidor brasileiro encontrou na carne de frango a alternativa mais econômica entre as principais proteínas durante a primeira quinzena de outubro. Embora todos os tipos de carnes tenham registrado aumento nas cotações, os reajustes mais intensos observados nos cortes suínos e bovinos ampliaram a vantagem competitiva do produto avícola no prato da população.

Frango amplia competitividade no comércio atacadista

Na parcial consolidada até o dia 14 deste mês, o frango resfriado manteve a trajetória de recuperação iniciada no fim de setembro. As negociações no atacado da Grande São Paulo apontam avanço nos preços, sustentado diretamente pelo aquecimento do consumo familiar gerado pela injeção dos salários no início do mês.

Ainda assim, o encarecimento da ave foi consideravelmente inferior ao de seus concorrentes diretos, fazendo com que o produto continuasse atraente tanto para os revendedores quanto para o consumidor final na comparação direta de gôndola.

Disparada dos cortes suínos e avanço do boi gordo

Entre os produtos pesquisados, a carcaça especial suína foi a que apresentou o maior índice de valorização na primeira metade de outubro. O movimento consolida uma recuperação iniciada em setembro em toda a cadeia de suínos, puxada pelo reajuste generalizado de subprodutos.

Logo atrás, a carcaça casada bovina também operou em campo positivo. A demanda doméstica aquecida pelo período de pagamento foi o principal fator para a sustentação das cotações da carne vermelha nos centros de distribuição.

Estabilidade e alerta no mercado de ovos

Em contraste com a alta das carnes, o mercado de ovos operou com estabilidade na maioria das praças acompanhadas no país. O patamar de preços permaneceu firme graças ao alinhamento adequado entre o volume produzido e a procura interna nos primeiros quinze dias de outubro.

Entretanto, analistas de mercado identificam sinais de desaceleração no ritmo de novos negócios. As redes de atacado e varejo já se encontram bem estocadas, reduzindo o apetite por compras imediatas. Além disso, as fortes chuvas registradas na região Sul do Brasil impuseram entraves logísticos significativos para o transporte e a comercialização. Essa combinação entre demanda mais lenta e dificuldades climáticas pode gerar pressão negativa sobre as cotações nas próximas semanas.