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Tecnologia transforma setor de eventos e movimenta R$ 813 bi

16 de outubro, 2026

O avanço das ferramentas digitais e soluções imersivas tem redefinido a forma como o público consome entretenimento e conteúdo corporativo. Com a celebração do Dia da Ciência e Tecnologia, ganha destaque o papel decisivo de inovações como inteligência artificial, realidade virtual e gamificação na modernização dos grandes encontros pelo país.

Impacto bilionário e novas tendências no mercado

O peso econômico dessa atividade reforça a necessidade contínua de modernização. Um levantamento conduzido pelo Sebrae, em cooperação com a Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC Brasil), SENAI Ceará e o Observatório da Indústria Ceará, revela que o segmento movimentou R$ 813,5 bilhões em 2024. A quantia corresponde a 4,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

Ao todo, cerca de 300 mil empresas organizaram 10,1 milhões de eventos ao longo do período analisado, mobilizando aproximadamente 1,7 bilhão de participações e gerando 12,7 milhões de postos de trabalho. Para os próximos anos, as projeções indicam que a concepção de eventos dependerá amplamente de algoritmos de inteligência artificial, exigindo a urgente capacitação técnica dos profissionais do setor para acompanhar esse salto tecnológico.

Infraestrutura preparada e sustentabilidade

Para viabilizar essas produções hiperconectadas, os espaços físicos passam por adaptações profundas. No Centro de Eventos do Pantanal (CEP), a infraestrutura foi planejada para suportar alta demanda tecnológica. O local dispõe do Pavilhão das Nações, que soma 4,4 mil metros quadrados com climatização via sistema Chiller, além de múltiplos auditórios e salas para programações paralelas.

O complexo alia modernidade à sustentabilidade por meio de uma usina solar fotovoltaica própria. Com 972 placas solares e capacidade de 500 kWp, a estrutura gera mensalmente entre 73 mil e 75 mil kWh, contribuindo para suprir a demanda energética dos equipamentos de última geração.

De acordo com Charles Padilha, gerente do CEP, atender às exigências dos organizadores requer alinhamento prévio com fornecedores e equipes de suporte. A meta é garantir condições operacionais seguras para que projetos inovadores proporcionem experiências acolhedoras e impactantes aos participantes.

Interatividade e soluções imersivas na prática

O reflexo dessa evolução é visível nos recursos levados aos pavilhões por fornecedores especializados. O empresário Klinger de Castro, à frente da Slow Take, já realizou mais de 15 produções no complexo e ressalta a importância de um ambiente funcional para receber dinâmicas modernas.

Entre os atrativos mais requisitados estão totens de quiz e diagnósticos empresariais, óculos de realidade virtual, túneis e cabines espelhadas com iluminação em LED, mosaicos fotográficos interativos e o Slowjump — dispositivo que transforma saltos dos convidados em GIFs instantâneos.

Um exemplo prático dessa integração ocorreu durante o Sebrae Hacking, sediado no CEP. A programação incorporou crachás personalizados com fotografias geradas por IA em tempo real, além de robôs caricaturistas e estações de gamificação. A tendência para o futuro imediato aponta para a consolidação de softwares sensoriais que estimulem múltiplos sentidos, fortalecendo a conexão entre marcas e visitantes.