Temporais trazem acumulados de até 129 mm para cinco estados

Um período de instabilidade severa deve atingir pelo menos 22 municípios distribuídos entre os estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. Entre quinta-feira (22) e domingo (25), são esperados episódios de chuva forte e acumulados expressivos de água, gerando preocupação principalmente para os produtores rurais de diversas regiões produtivas.
Paraná concentra os maiores volumes de precipitação
O estado paranaense terá o cenário mais crítico em relação aos volumes acumulados. O ápice da instabilidade está previsto para o sábado (24), dia em que Nova Aurora pode registrar impressionantes 129 mm em um intervalo de 48 horas. No mesmo período de dois dias, outras cidades do estado também enfrentarão precipitações extremas: Pinhão deve alcançar 128 mm, Cafelândia tem previsão de 122 mm e Guarapuava pode somar 108 mm.
Ainda no Paraná, o sábado reserva marcas elevadas para Irati (105 mm em 48 horas) e Assis Chateaubriand (103 mm em 48 horas). Em Londrina, o temporal deve despejar 60 mm em apenas 24 horas. As tempestades, contudo, já começam a ganhar força antes do fim de semana: em Dois Vizinhos, a expectativa é de 115 mm em 48 horas já na quinta-feira (22), enquanto Francisco Beltrão pode acumular 105 mm em um único dia na sexta-feira (23).
Previsão para Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul
A instabilidade climática não ficará restrita ao território paranaense. Em Santa Catarina, o município de Campo Erê deve registrar 126 mm em 48 horas ao longo da sexta-feira (23). No mesmo dia, em solo gaúcho, Palmeira das Missões tem projeção de 61 mm de precipitação no intervalo de 24 horas.
Já no Centro-Oeste, o alerta se estende até o domingo (25), quando Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, deve receber 114 mm concentrados em apenas um dia. Municípios paulistas também estão na rota das áreas de instabilidade mapeadas para o período.
Impactos operacionais nas atividades agrícolas
O excesso de umidade traz reflexos diretos para as lavouras. Volumes pluviométricos tão concentrados elevam o perigo de encharcamento do solo, criam entraves severos para a locomoção de maquinários agrícolas e podem forçar a paralisação imediata dos trabalhos de colheita. Além dos danos no campo, a trafegabilidade em estradas vicinais e rurais também corre o risco de sofrer restrições devido ao acúmulo de lama e possíveis pontos de alagamento.

