USDA reduz projeção de exportação de soja e milho do Brasil

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) atualizou suas projeções globais de oferta e demanda com mudanças no ritmo comercial do agronegócio brasileiro. Embora a entidade tenha mantido estável a expectativa de produção de soja e milho no Brasil para o ciclo 2025/26, os dados relativos aos embarques de ambas as commodities foram revisados para baixo.
Cenário das exportações de soja brasileira
Para a oleaginosa, o levantamento manteve a safra nacional de 2025/26 calculada em 180,5 milhões de toneladas. Em contrapartida, as estimativas de vendas externas sofreram um ajuste negativo, caindo de 115 milhões para 114,46 milhões de toneladas.
Queda nos embarques previstos de milho
A conjuntura do cereal repetiu o padrão visto na soja. O órgão norte-americano manteve a produção de milho do país fixada em 141 milhões de toneladas para 2025/26. Contudo, o volume projetado para exportação recuou de 40 milhões para 38 milhões de toneladas.
Estabilidade nas previsões para o ciclo 2026/27
Mais adiante, o panorama brasileiro para a temporada 2026/27 permaneceu inalterado. A expectativa de colheita da soja continua em 186 milhões de toneladas, com previsão de envio de 118 milhões de toneladas ao exterior.
Já para o milho referente a 2026/27, o cálculo foi mantido em 139 milhões de toneladas produzidas, com embarques estimados em 43 milhões de toneladas.
Desempenho da safra na Argentina
O relatório mensal também apresentou atualizações sobre os produtores vizinhos da América do Sul. No caso do milho argentino para 2025/26, a colheita foi elevada de 63 milhões para 64 milhões de toneladas, mantendo as exportações em 45 milhões de toneladas. Para 2026/27, o país vizinho deve produzir 55 milhões de toneladas e exportar 38 milhões.
Por fim, a safra 2025/26 de soja na Argentina passou por um ligeiro corte, passando de 49,5 milhões para 49,3 milhões de toneladas. Já a estimativa para o ciclo 2026/27 permaneceu estável em 50 milhões de toneladas, fechando o balanço dos principais polos agrícolas da região.

