O candidato à Presidência da República pelo Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, estruturou seu programa eleitoral em 15 eixos centrais. A plataforma prevê transformações estruturais profundas no país, com foco em amplas concessões trabalhistas, expansão do investimento estatal e revisão integral de políticas econômicas vigentes.
Economia com reajuste salarial e fim de tributos sobre consumo
No segmento financeiro e produtivo, a candidatura estabelece a fixação de um salário mínimo de pelo menos R$ 7,5 mil e um reajuste emergencial de 50% sobre todas as remunerações no Brasil. A proposta econômica também contempla o pagamento do Bolsa Família em valor não inferior a um piso nacional e a anulação global das dívidas que a classe trabalhadora contraiu com o sistema financeiro.
O plano defende a extinção da independência do Banco Central, a revogação de todas as privatizações já realizadas na história do país e a suspensão da paridade internacional de preços dos combustíveis, acompanhada de um corte imediato de 50% nos valores cobrados nas bombas. Em termos tributários, a meta é extinguir completamente os impostos incidentes sobre salários e itens de consumo, transferindo a arrecadação exclusivamente para os lucros dos capitalistas e a tributação sobre grandes fortunas.
Mudanças no mercado de trabalho e sistema previdenciário
A pauta voltada aos trabalhadores propõe a revogação completa da reforma trabalhista e das alterações na Previdência Social. O projeto quer assegurar aposentadoria integral após no máximo 25 anos de serviço para mulheres e 30 anos para homens, incluindo o reajuste com recomposição de 100% das perdas históricas nas aposentadorias e pensões.
Outra bandeira destacada é o encurtamento da carga laboral para 35 horas semanais, distribuídas em turnos diários de até sete horas durante cinco dias na semana. Para amparar profissionais sem ocupação, o candidato sugere seguro-desemprego equivalente ao último salário recebido e a proibição legal de despejos, além do impedimento de cortes de energia elétrica, água e gás para desempregados.
Ensino estatizado e reformulação do setor de saúde
Na área social, o plano indica medidas drásticas para a formação e atendimento da população. A educação tem como meta a estatização total da rede privada de ensino, a eliminação do modelo de vestibulares, teto de 30 horas semanais de trabalho para docentes e repasses orçamentários reforçados para os colégios e universidades públicas.
Para o atendimento médico, o candidato pretende criar um plano emergencial focado na edificação de hospitais e unidades básicas de saúde em âmbito nacional, além de contratar equipes pelo programa Mais Médicos e viabilizar mais recursos para a área. O projeto também defende o livre ingresso de estudantes — sem processo seletivo — por meio da criação de centenas de novas graduações de medicina e enfermagem nas instituições públicas.
Reforma agrária e solução habitacional
O planejamento territorial apoia o assentamento imediato de milhões de famílias sem-terra que se encontram acampadas e a regularização de reservas indígenas envolvidas em contestações com latifundiários. Há ainda o incentivo explícito ao direito à posse e ao porte de armas por trabalhadores rurais e povos originários.
Em relação ao déficit de moradia urbana, a legenda planeja a construção de milhões de casas populares, a proibição formal de reintegrações de posse e a desapropriação de imóveis desocupados que estejam sob controle da especulação imobiliária.








